Barragem do Rio Poxim (Foto: Ascom/Sedurb)

A água é um dos bens mais preciosos da humanidade, e entendendo isso, o governo do Estado trabalha ativamente no monitoramento da qualidade e disponibilidade dos recursos hídricos em Sergipe. O Instituto Tecnológico e de Pesquisas do Estado de Sergipe (ITPS), com investimentos da Agência Nacional de Águas (ANA), faz as coletas e as análises dos parâmetros de qualidade da água em Sergipe, enviando esses resultados para a Superintendência Especial de Recursos Hídricos e Meio Ambiente, que é o órgão responsável pela avaliação dos dados e tomada de decisões referentes a este assunto.

Veículo usado pelo ITPS para a coleta de amostras de água em todo o estado (Foto: ITPS)


Os serviços fazem parte do Programa de Estímulo à Divulgação de Dados de Qualidade de Água (QualiÁgua), iniciativa da ANA. No estado, a ação é resultado de um convênio assinado entre o ITPS e a então Secretaria de Estado dos Recursos Hídricos (Semarh), cujas responsabilidades passaram para a Superintendência Especial de Recursos Hídricos e de Meio Ambiente, coordenada pela Secretaria do Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade (Sedurb). O objetivo central da parceria é o diagnóstico da qualidade da água e do regime de vazão em mananciais e reservatórios do estado.

Todo o território sergipano é alvo do monitoramento. As ações abrangem integralmente as bacias hidrográficas costeiras e do rio Japaratuba e parcialmente bacias dos rios São Francisco, Sergipe, Vaza Barris, Piauí e Real. Ao todo, quatro campanhas de coleta são realizadas anualmente, duas no verão e duas no inverno. São coletadas e analisadas 81 amostras de água, por campanha, em 63 rios, riachos e 18 reservatórios sergipanos.

Diretor-presidente do ITPS, Kaká Andrade (Foto: ITPS)

De acordo com o presidente do ITPS, Kaká Andrade, os resultados gerados a partir das análises realizadas no ITPS, cujos laboratórios são acreditados pelo Inmetro e possuem reconhecimento internacional, permitem que o Governo disponibilize a sociedade informações sobre a situação real dos recursos hídricos.

“Essas análises oferecem um panorama da qualidade, disponibilidade e demanda de água, além de identificar possíveis fontes de poluição. Outro ponto importante é que essa parceria entre os órgãos traz dados que subsidiam o Governo do Estado acerca da gestão, planejamento do uso, e preservação dos recursos hídricos em Sergipe”, explica.

Para o superintendente especial de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Governo, Olivier Chagas, o grande objetivo deste monitoramento é saber da qualidade da água usada em Sergipe. “Isso porque são águas usadas na agricultura e no uso humano, por isso precisamos saber da sua pureza. Se for encontrado em algum ponto algo que esteja contaminado, precisamos agir rápido para cessar o problema”, completa.

Os maiores poluentes das águas são os esgotos sanitários e industriais, mas o Governo tem investido fortemente no tratamento de toda a rede de esgoto em Sergipe. “Na bacia do rio Sergipe, por exemplo, o Governo do Estado está investindo mais de 200 milhões através do programa Águas de Sergipe, para melhorar a qualidade hídrica do estado, tanto em quantidade, quanto em qualidade”, reforça o superintendente.

Superintendente Especial de Recursos Hídricos e Meio Ambiente, Olivier Chagas (Foto: Sedurb)

QualiÁgua

Segundo a coordenadora do QualiÁgua, Renilda Gomes de Souza, o programa tem como objetivo contribuir para a gestão sistemática dos recursos hídricos, através de divulgação de dados sobre a qualidade das águas superficiais no Brasil, além de promover a implementação da Rede Nacional de Monitoramento da Qualidade das Águas – RNQA.

“Queremos ainda com este programa, estimular a padronização dos critérios e métodos de monitoramento de qualidade de água no país, de acordo com as diretrizes estabelecidas na Resolução ANA 903/2013, para tornar essas informações comparáveis a níveis nacionais”, ressalta.

Conscientização

A situação hídrica no Nordeste como todo é precária. Em muitos locais a água tem realmente faltado, e neste sentindo o Governo do Estado também tem atuado incansavelmente. Olivier Chagas informa que a maioria dos rios em Sergipe são intermitentes e existe uma dependência muito forte do São Francisco. “Mas temos uma estrutura de captação e distribuição de água eficiente em todo o estado, de maneira que Deso abastece cerca de 90% dos lares sergipanos”, completa.

O estado ainda investe fortemente no Programa Água Doce, que vai para comunidades longínquas, como em povoados mais afastados e comunidades quilombolas, onde é difícil a Deso atender. Este serviço tem sido levado a Canindé de São Francisco, Carira, Monte Alegre, Nossa Senhora da Glória, Poço Redondo, Poço Verde, Porto da Folha, Simão Dias e Tobias Barreto. “Temos levado 33 sistemas dessalinizadores, abastecendo essas comunidades para não fiquem dependentes de carros pipas. Ao todo, isto representa um investimento de sete milhões de reais em Sergipe”, observa.

Kaká Andrade reforça a necessidade de cada cidadão compreender a importância da água para a preservação da vida no planeta. “Cerca de 2 bilhões de pessoas, segundo a ONU, não têm acesso a água. Esse número pode aumentar, caso autoridades e população não se mobilizem para conservar o elemento essencial para a vida. Entendo que cada um deve fazer a sua parte, no sentido de disseminar o uso racional da água e evitar práticas que contribuam para a poluição dos recursos hídricos”.

Por Verlane Estácio, Maíra Andrade e Tainá Ferreira

Secretaria de Estado de Comunicação/Núcleo do Desenvolvimento Econômico, Previdência e Turismo